Legalismo

O legalismo é tão perigoso quanto a libertinagem. A falta de regras bíblicas aplicadas da maneira adequada e com o equilíbrio que o nosso Deus nos ensina na Sua palavra gera cristãos atrofiados, mundanizados, infrutíferos para o Reino de Deus, levados por qualquer vento de ensinamento, incapazes de manter uma firmeza na doutrina bíblica, acabando assim, por dar um péssimo testemunho de vida cristã. Já o legalismo é outro lado da moeda que faz com que muitos cristãos sejam taxados de “bitolados” e “fanáticos”.

Posso definir como legalismo cristão o ato de crer mais nas leis e regras elaboradas pelos cristãos (ainda que  com roupagem de Bíblia) do que na própria Bíblia. É fato que a palavra de Deus precisa de estudo, interpretação adequada, mas não se pode criar regras e se apegar a elas sem observar o equilíbio de Deus. Afinal dentro das regras e do círculo de domínio do nosso Senhor sempre houve um equilíbrio entre princípios bíblicos, costumes, usos, práticas e doutrina. Se a doutrina, as regras, os costumes, os usos e as práticas são todos confirmados e inteligíveis na palavra do nosso Deus, ótimo! Façamos, pratiquemos, creiamos e obedeçamos, porque isso é agradável a Deus.

Mas se por outro lado, não se pode perceber, entender, explicar ou observar na palavra de Deus certas atitudes, certas práticas, ensinamentos, doutrinas, tradições e costumes, é fato que devemos fugir disso. Não se pode forçar a Bíblia de acordo com a conveniência, não se pode espremer a palavra de Deus de todas as formas na esperança de que goteje justificativa para tradições e opiniões pessoais, pois tradições e opiniões pessoais nem sempre estão de acordo com a vontade de Deus, são duvidosas. Fujamos desse mal hábito, pois é o legalismo se instalando e creio que esse expediente não é do Senhor. Enfim, nem 8 nem 80.

O trecho acima foi postado por mim em uma página do finado Ning em 02 de maio de 2010 e também em uma nota no meu facebook. Foi uma reflexão minha sobre certas situações que estavam me adoecendo emocionalmente na época. Estava perturbada com isso na igreja onde congrego devido à algumas atitudes de pessoas que preferiam colocar suas opiniões e posicionamentos pessoais acima da autoridade da Palavra de Deus e acima do amor cristão e tolerância que devemos ter uns pelos outros.

Bom, só quis colocar pra fora o que estava passando aqui dentro na época. Dúvidas eu ainda tenho. Onde termina minha liberdade individual? Quando devo começar a abdicar de minha opinião pelo grupo? Até onde eu posso ir no exercício da minha liberdade cristã? Até onde eu tenho que defender minha opinião pessoal? Como usar bem o bom senso cristão? Será que minhas opiniões pessoais estão essencialmente baseadas na Bíblia ou só tenho essas opiniões por puro costume, criação e tradição?

Todos os dias em várias situações, dentro e fora da igreja, vejo que as pessoas agem por conveniência, por tradições ou por pura preguiça mental. Preferem acomodar o cérebro e o espírito. Deixam a cargo dos outros o trabalho intelectual de busca por meios de aplicação da Bíblia na vida prática. Demorei para acordar, mas estou aprendendo que a zona de conforto pode ser cômoda (ainda que enfadonha pra alguém como eu), mas é na dura zona de confronto que se cresce intelectual e espiritualmente.

“E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.” Salmos 119:45

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Sobre a dona do blog

Pecadora redimida por Aquele que morreu na cruz e ressurgiu. "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó." Salmos 103:14
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