É a treva!

Esse trecho é de uma música que gosto muito (Brilha em mim) e que se canta muito onde congrego. Mas fico às vezes me perguntando: de que adianta cantarem tanto isso se ninguém se dá ao trabalho de tentar acender as velas que se apagam frequentemente? Não sabem chegar perto o suficiente da vela apagada pra poder dividir a chama ou tem medo disso. Como essa chama vai reavivar a outra que está prestes a se apagar se a que está acesa não chegar perto o suficiente?

Acho que as velas que estão acesas tem medo da escuridão ao redor da vela que se apaga, por isso não chegam perto. Ou talvez o medo seja unicamente por não saber como acender a outra. Mas não sabem que a simples presença já transmite calor suficiente pra que a apagadinha acenda de novo.

Seria bom se as velas aprendessem que algumas outras precisam muito mais da presença delas quando estão no quarto escuro, adoecidas, com os comprimidos ou a lâmina na mão, ou ainda chorando numa ponte qualquer. Para que honrarias, homenagens, palmas e chamas nos momentos de alegria se, quando se está precisando de alguém mentalmente são pra te tomar a lâmina, os comprimidos ou te tirar da ponte, não aparece nem sequer uma vela com chama acesa? Só querem compartilhar chamas com velas igualmente acesas em momentos iluminados.

As apagadas (ou prestes a se apagar) metem medo nas acesas que acham que vão apanhar, ouvir grosseria ou ter seu calor roubado. Mas e se isso acontecer? E daí? Velas doentes não machucam e quando o fazem não é porque querem. É porque estão doentes, apagando lentamente e precisando que outra vá correndo acendê-la sem medo, antes que seja tarde.

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” (I João 4:18).

Compartilhar chamas é como um casamento: sempre há o bom E o ruim juntos, nunca o bom OU o ruim. Querem compartilhar suas chamas com as outras velas? Compartilhem na alegria E na tristeza, na saúde E na doença, na riqueza E na pobreza, na claridade E na escuridão.  }ï{

Anúncios

Sobre a dona do blog

Pecadora redimida por Aquele que morreu na cruz e ressurgiu. "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó." Salmos 103:14
Esse post foi publicado em Confissões e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s