Confissões

Feliz Armadura Nova

Criticar minha armadura é muito fácil quando não se sabe quais batalhas eu tenho que travar. Me criticar é muito fácil quando não se sabe como eu sou por baixo da armadura.

E vocês, sejam lá quais forem seus nomes e de que formas vocês aparecem na minha vida: pessoas cruéis, mentira, manipulação, gente sem caráter, incompreensão, doença, problemas mil… pra vocês eu só tenho uma coisa a dizer:

Eu ainda tenho forças e vou continuar lutando! Eu tenho um Deus por mim, tenho armadura nova pra vestir, cara de pau e nenhum pingo de medo de vocês. Quando eu abandonar a batalha por um tempo vai ser só para ajustar a armadura. Quando eu me prostrar no chão vai ser de joelhos, para recobrar as forças necessárias para erguer minha espada no ar outra vez!

Vamos lá doença, gente ruim, tristeza, falsidade e tudo o que não presta! Deem o seu melhor, malditas! Porque eu estou dando o meu e, ainda que por vezes eu esteja prostrada, eu tenho a vantagem de ter um Deus Poderoso que me dá forças. E com Ele eu posso continuar lutando até o fim da batalha ou até a morte. E de preferência que seja a morte de vocês na minha vida.

Então Coisas Ruins, não se animem pela minha prostração desse ano, pela minha enfermidade, pelo desânimo que passei, pelo meu choro infindável, pelas decepções que tive e pela minha loucura! Não se animem porque a vitória já foi dada a mim por Aquele que me ama. Não se animem Coisas Ruins! Porque meu Deus é um Deus Terrível e nesse ano que se inicia eu repito a vocês: Tenham medo! Tenham muito medo! Porque meu Deus é Poderoso, eu tenho armadura nova e vou continuar lutando!

}Ï{

Anúncios
Confissões, Vídeos diversos

Sê feliz!

Ser feliz é como amar. Sempre é ‘apesar de tudo que é ruim’ e nunca ‘em virtude de tudo que é bom’. Então, posso dizer que apesar de todas as dificuldades, eu sou (e nunca deixei de ser) feliz no meu Deus! }Ï{

Confissões

Nada me separa do amor de Deus

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 8:33-39 }ï{

Confissões, Lucubrações

Devaneios, lembranças e sonhos – parte II

Pensando nas coisas que devem importar pra mim à essa altura do campeonato, nas coisas que não importam mesmo e naquelas que tanto faz, vou continuar agora contando uma coisa que acho que tanto faz, mas que sinceramente gostaria de registrar porque me deixou abismada. Outra brincadeira (ou não?) que meu cérebro fez comigo por esses dias de crise e troca de medicação e tudo o mais. A segunda peça pregada pela minha imprevisível mente em mim mesma foi de lembrar com detalhes de 3 sonhos em 3 noites consecutivas e lembrar de tudo até hoje. E só lembrei de José no Egito rs. Mas que bobagem! – vão dizer.

Vocês não estão entendendo! Isso jamais aconteceu antes! Nunca, nunquinha! Meus sonhos sempre vão se desfazendo feito fumaça a medida que vou despertando. Raramente acontece de eu lembrar alguma parte do sonho da noite. Às vezes só lembro o tema geral: Sonho que Fulana estava grávida, que algo ruim, que não sei o que é, acontece com Beltrano ou que estava com Cicrano em algum lugar, que não lembro bem onde nem fazendo exatamente o que. Mas é só. Os detalhes se perdem. Passam o primeiro, o segundo dia e a coisa toda já sumiu da cabeça.

Mas na noite de 17/12 eu passei a tarde com a cabeça a mil por hora, com uma elevação de energia que não tinha pra onde ir. Daí fui pra internet procurar alguém pra encher o saco e descarregar a energia pelo menos teclando. Resultado: entrei numa crise de choro enquanto conversava no gtalk com um amigo. Nada a ver com a conversa ou com meu amigo, que aliás é super gente boa. Eu só estava ficando exausta pela lenta queda de energia que se processava e por pensamentos desagradáveis com relação a mim mesma, pois desde cedo eu estive me sentindo descoberta com relação aos outros amigos. Tenho alguns que assim se dizem, e mesmo assim não me deram nenhum sinal de vida nesse período turbulento. Quando não sabem o que está acontecendo está tudo desculpado, explicado e justificado. Mas quando sabem de tudo e não dão nem um Oi, significa o que?

O acesso de choro só piorava e meu amigo precisou me fazer sair do pc e ligar pra mim láááá dos Cafundós do Breu de Isengard, e passar um bom tempo no celular conversando comigo (aumentando a conta telefônica dele, diga-se de passagem) enquanto eu me acabava de chorar dentro do guardarroupa com o celular colado na orelha e sem falar coisa com coisa. Ele conseguiu, não sei como, me convencer a sair do guardarroupa, limpar o rosto e me deitar. Só desligou depois de eu ficar mais calma, terminar de orar deitada na cama e fechar os olhos pra dormir. Esse é o tipo de amizade que a gente agradece a Deus por ter mesmo de longe. E eu dormi. E sonhei com esse mesmo amigo vindo me cobrir durante a noite porque eu estava desembrulhada.Talvez eu tenha me sentido assim com aquela ligação: coberta, protegida por amizade, que era o que eu precisava naquela hora. Amizade serve pra isso também. Não serve só pra organizar surpresa de aniversário. Mas, enfim, o que me intriga é a riqueza de detalhes que minha mente me deixou lembrar.

No sonho era como se eu olhasse por uma janela alta, tipo um basculante de banheiro ou sei lá. O teto era bem alto, como o teto de um galpão. Eu via nitidamente o quarto todo pintado de cinza, de alto a baixo, com uma luz pálida, quase fria, entrando por cima, como se faltasse um pedaço do telhado. Eu via a cama de casal com a cabeceira encostada na parede da direita. Havia, bem mais afastado, do lado de lá da cama, um criado mudo também cinza e de linhas retas, com uma só gaveta com pegador de bolinha. Havia lá perto da parede, já quase no escuro, um cabide desses de pendurar roupa, mas não tinha nada pendurado nele. Havia uma cadeira cinza, também do lado de lá da cama, só que mais perto dos pés dela, quase na diagonal. Eu estava deitada também na diagonal, de bruços, e o lençol da cama era cinza. Meu amigo me cobria com outro lençol também cinza, sentava na cadeira e ficava lá olhando pro nada.

Incrivelmente eu lembro de tudo! Mas acho que não era uma casa minha, pois não imagino montar uma casa pra mim na qual tenha móveis com linhas retas, móveis quadrados com quinas e pontas pra eu bater com as pernas e ficar roxa. Casa de gente desastrada deve ter tudo redondo ou arredondado ou com bastante espaço entre os móveis (isso me faz até pensar na distância enorme entre o criado mudo do sonho e cama onde eu estava). Uma casa que eu montasse também não teria gavetas com pegador de bolinha, porque escapolem, e definitivamente não teria qualquer coisa que fosse cinza ou acinzentado. Essa cor não me agrada pois me remete à depressão, tédio, tristeza, perda. Acho que deveriam usar cinza nos velórios e não preto.

Bom, pra mim já é o máximo lembrar de tantos detalhes de um sonho que tive, imagine 3 seguidos!? Até tenho algumas idéias sobre quais figurinhas o meu consciente e o meu inconsciente andaram trocando esses dias, ou talvez fossem peças de quebra-cabeça pra eu montar. Não sei se é temporário, se foi só devido às crises ou se é por causa da troca de medicação. Mas por enquanto vou guardar as figurinhas ou peças em alguma caixa com chave aqui dentro. Os outros sonhos cheios de detalhes eu vou ter que postar depois. Mente cansada, hora de parar! }ï{

Confissões

Outono e memórias

Nunca vi o outono ao vivo. Nunca brinquei em folhas secas até bagunçar o cabelo e fazer uma massaroca com cachos difícil de desenrolar. Brincadeira que cansa, como cansaço de criança, que pula e rola nas folhas e joga pra cima. Até cair deitada no chão e ficar um tempão só olhando o céu enquanto descansa. Deve ser bom. Talvez eu inclua isso em uma lista de coisas que eu ainda gostaria de fazer. Talvez eu crie essa lista (de novo).

Quando eu era criança eu sempre planejava coisas, fazia listas de sonhos a realizar. Eles tiravam meus pés do chão mas nunca aconteceram e ninguém nunca me disse porque. Na verdade, ninguém queria me ouvir contá-los. “Ah menina, vai brincar!” ou “Cala boca que eu quero ouvir a novela!” Ninguém nunca desligou a TV ou parou uma conversa com outro adulto pra me escutar. Fui crescendo e aprendendo que pés foram feitos para estar firmes no chão, pois é dessa forma que se desenvolve mecanismos de defesa de acordo com os predadores que se encontra durante a vida. E isso não é culpa de ninguém.

Pode ser culpa do sistema, do pecado, que tratou de parir genitores despreparados. Mas no seu despreparo, muitos sempre fizeram o que sabiam e o que podiam. Às vezes dava certo, mas muitas vezes dava errado, pois eles também foram mal ensinados. E ninguém pode dar aquilo que não tem. Mas são só memórias soltas. Nada de culpa, por favor! Vamos um dia, quem sabe, sem nada na cabeça (se é que é possível), só brincar nas folhas secas até cansar e depois deitar e olhar o céu um tempão.

Com crianças deve ser bem mais divertido!

}ï{

Confissões, Lucubrações

Devaneios, lembranças e sonhos – parte I

Não sou expert no assunto mas sou curiosa e adoro pesquisar. Pesquisando descobri que, falando a grosso modo, para Freud os sonhos eram como a manifestação de desejos ocultos. Já Jung, além de admitir tal afirmação, também acreditava que os sonhos eram um meio de compensação para que o equilíbrio do ser fosse alcançado. Saindo do humanismo e vindo para a Bíblia, creio ser verdade que antigamente Deus falava com seus servos através de sonhos, visões ou revelações. Mas também creio que tal fato não se repete na atualidade da mesma maneira, nem com a mesma frequência e nem com os mesmos propósitos. A coisa funciona um pouquinho diferente hoje em dia. É o que creio.

E acredito piamente que sonhos são manifestações do inconsciente. Um processo de idas e vindas de imagens, cores, formas e ações, até mesmo absurdas, as quais fazem com que o cérebro fixe informações do consciente, muitas vezes já adquiridas e não percebidas, e se mantenha organizado e saudável. Isto a neurociência explica.

Falando sem pretensão nenhuma de autoridade ou certeza no assunto, acho até que o consciente e o inconsciente tem como hobby trocar figurinhas, mas nem sempre um consegue compreender a figurinha do outro, ou nem sempre as figurinhas se correspondem, mesmo assim eles continuam brincando, pois dessa brincadeira também depende o equilíbrio da mente. É o que eu acho! E entre os humanistas, com suas deliberações sobre desejos ocultos reprimidos, e os religiosos fanáticos, com suas milhares de visões e revelações que vão de previsíveis a cabeludas, eu fico com o bom senso cristão e com a neurociência, que também é uma bênção. Ahh, quem me dera ainda ter tempo de estudar tudo que eu quero! Faltaria vida e sobrariam estudos. Mas não podemos ter tudo, então prossigamos de onde estamos para lá! Seja lá onde lá for.

Enfim, considerando que uma mente cheia de remédios ou em estado de adoecimento pode enganar, pregar peças, se confundir etc; considerando que creio sim que sonhos são manifestações do inconsciente, que por sua vez capta informações do nível consciente e de todos os acontecimentos reais; e considerando que, em geral, não vejo sonhos como premonição, visão do futuro, revelação, desejo oculto etc etc etc, achei que não seria de todo mal contar duas peças pregadas pela minha mente em mim mesma. Uma se refere à uma certa confusão entre minha memória visual e a minha memória auditiva. A outra vou deixar pro próximo post.

Quanto à primeira, foi que eu, sendo péssima em gravar nomes de pessoas, mas muito boa fisionomista, não consigo lembrar os traços de ninguém da noite de 29/11, mas lembro de todos os nomes que me falaram e até da voz de alguns. No mínimo estranho pra mim. Das pessoas daquela noite, eu já me esforcei, mas minha mente não me dá detalhes de fisionomia. Sempre fui boa nisso, o que houve então? Dos caras que passavam na rua e pararam pra me ajudar eu sei que um estava de bicicleta e o outro (Júnior) tinha uma Bíblia, mas as feições não vem. Dos PMs (Edicarlos e Saimon) eu sei que o primeiro me tratou como lixo e o outro conversava tentando ser gentil. Queria lembrar bem do rosto do Wilson, que segurou minha mão durante o procedimento no hospital e dos rostos dos outros. Não consigo e não sei porque.

Talvez tenha razão a Dra. Kay Redfield Jamison, um dos meus exemplos de superação pessoal em doença maníaco-depressiva, quando diz que o cérebro drogado age de maneira diferente de um cérebro alerta. Resta saber se voltarei a ser boa em diferenciar gêmeos idênticos, dizer quem é que vem lá longe só pelo jeito de andar ou lembrar de alguém que vi há um mês na fila do banco. Não sei se vou voltar a confundir os nomes das pessoas e ficar perguntando mais de uma vez na mesma conversa. Ou ainda se ficarei mais lesada e não reconhecerei direito feições, vozes ou lembrarei de nomes nem de nada. Mas a essa altura da minha vida, será que isso realmente importa?

}ï{

Lucubrações

Elucubrações no Vivendocidade

Enquanto minha cabeça não trata de concatenar as idéias  para que eu possa escrever o que eu quero de maneira inteligível, eu volto a divulgar aqui alguns textos do Vivendocidade, site que conta com a participação de várias figuras, inclusive eu. O texto é de Março deste ano e é de minha autoria. Achei-o propício para o momento que estou passando. Foi um texto escrito como o último de uma série de três nos quais eu refleti um pouco sobre o tema Saúde. Então clica aí pra ler Saúde pra dar e vender, episódio final. }ï{