Sobre blogar e aquisição de informações

Depois de ter passado uma situação lamentável neste final do ano, em que chutaram um cachorro morto (leia-se eu), achei por bem elucubrar sobre a questão de escrever em um blog. Claro que minha indignação e chateação e humilhação e qualquer outra ‘ção’ que seja bem desagradável não me deixam escrever de outro jeito a não ser do meu jeitinho desaforado, desbocado, ácido etc. Me pouparei de ter aborrecimentos (preciso cuidar do meu psicológico), ainda que para isso não poupe uma pitada de intolerância e impaciência, porque eu sou humana, com necessidade de me expressar e agradeço a Deus por isso.

Bom, esses tempos vieram me questionar sobre o porque de eu escrever em um blog. Alguém perguntar porque é importante que se leia o que eu escrevo no meu blog só mostra a total, absoluta e completa falta de conhecimento da criatura sobre o assunto. A minha vontade era dar uma resposta cretina para essa pergunta idiota, a qual eu sei que provavelmente foi influenciada pelo ‘dono do Totó’. Como diria João na Ilha de Patnos, “Quem ler entenda”.

Quantos blogs pessoais existem no mundo? Resposta: Mais de 157 milhões (Fonte: Revista Época). Quantos milhões de blogueiros, famosos ou não, existem no planeta? Resposta: Considerando que alguns blogs tem mais de um dono… sei lá! Quantos milhões de blogueiros ganham a vida e sustentam suas famílias trabalhando como probloggers? Resposta: Vide resposta anterior.

E quantos que, como eu, são despretensiosos e praticamente anônimos e só querem escrever, sem nenhuma preocupação sobre se alguém vai ler ou não, usando um humilde bloguinho como válvula de escape? Muitos, muitos mesmo. Às vezes eu acho que gente que faz perguntas estúpidas como essa lá de cima, que deu origem ao post só pode ter nascido e se criado dentro de uma caverna e saiu pro mundo agora. Ou então a pessoa realmente não tem acesso à informação e se for por condição financeira eu entendo perfeitamente, pra mim está totalmente justificado.

Mas quando a pessoa tem acesso à informação e não se utiliza deste benefício, pra mim é como se quisesse voltar pra caverna e se trancar lá, longe de tudo, com medo do mundo. Me desculpe mas talvez por eu ser curiosa e gostar de pesquisar coisas eu seja um tantinho intolerante com pessoas que não querem ser informadas. Não adianta dizer que não tem tempo. Alôôô! Eu já cheguei a trabalhar 10 horas direto, fazer duas faculdades e mais um cursinho de idiomas, tudo ao mesmo tempo. Mesmo assim nunca dei a desculpa da falta de tempo pra não ver um jornal, pra não acessar a internet, pra não ler uma revista ou pra não gostar de ler um bom livro.

Muitos cristãos acham que ser fiel a Deus é não ter conhecimento de nada que está ocorrendo ao redor. Que o mundo jaz no maligno nós sabemos, que não devemos nos contaminar com a podridão que está aí fora, também sabemos. Mas ser cristão, não se contaminar com esse mundo, saber o que acontece nele, filtrar o que é útil e usar para seu benefício e de outras pessoas é melhor do que viver alienado, alheio a tudo ao redor e sem noção de coisas que, para lidar com o sistema e a contaminação que causam no nosso meio, seriam de grande importância saber. É bom conhecer bem seu inimigo e saber quais armas ele usa antes de intentar confrontá-lo.

Não é necessário se contaminar com nada para ter conhecimento do que está lá fora. Para  conhecer algo é necessário chegar perto o suficiente para ver como é. Mas para não se contaminar é necessário manter uma distância respeitável. Ou seja, nem tão perto que contamine, mas nem tão longe que não possa ser enxergado direito. É aí onde entra o esclarecimento, a aquisição de informações e a busca por saber sempre mais. Deveria haver um vírus da curiosidade para infestar todo mundo. E não falo de curiosidade acerca da vida pessoal alheia. Falo da curiosidade por adquirir conhecimento de mundo. E ter conhecimento de mundo não é o mesmo que se contaminar com ele.

A própria Bíblia nos manda examinar tudo mas reter somente o que for bom. Como se examina algo de muito longe? Como se retem o que é bom e separa do que é ruim se nada foi visto e avaliado com certa proximidade? Muitos cristãos ainda se batem e estrebucham em questões como ir ao cinema, ir à restaurantes, ir à praia, usar internet, redes sociais, ler revistas ou literatura não-cristã, fazer depilação, fazer as unhas, pintar o cabelo, fazer atividades físicas, usar maquiagem etc. Vivem achando o diabo em tudo que é filme, série, livro, notícia, site, revistas, produtos, tratamento de saúde e de beleza, música, gravura… PAREM! Parem com essa doidice!  Não seria melhor parar de satanizar coisas que não se conhece ou que a Bíblia nem dá pistas de que sejam ruins? Não seria melhor procurar um equilíbrio em vez de pender só para o lado da ignorância?

Às vezes vemos o erro onde ele não existe e vemos a santidade onde ela não está por pura ignorância. Nosso julgamento é tão falho que precisamos nos apoiar no equilíbrio de Deus e na capacidade que Ele nos dá de usar esse órgão maravilhoso que temos dentro da caixa craniana. Portanto, deixar de obter informações e adquirir conhecimento de mundo só faz aumentar a idéia errônea que o mundo tem sobre o povo de Deus: “Bando de ignorantes!” Quantas oportunidades de evangelização são perdidas pela aversão que o mundo tem de gente estúpida como nós! E sobre a pergunta da importância de escrever no blog e as pessoas lerem, só digo que alguns pecam por saberem e não desenvolverem a ideia quando é necessário, outros pecam por não quererem saber e outros por pura preguiça mental.

“Examinai tudo. Retende o bem.” I Tessalonicenses 5:21

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Sobre a dona do blog

Pecadora redimida por Aquele que morreu na cruz e ressurgiu. "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó." Salmos 103:14
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