Lucubrações, Vídeos diversos

To God be the glory!

…mas se Deus não me curar também é porque Ele me ama!

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Confissões

Habeas alas

Essas coisinhas amareladas por debaixo dos galhinhos desse pé de pimenta são casulos de mariposa. Aquela prima da borboleta que só gosta de sair à noite e só pousa de asas abertas. Sei que são de mariposa porque fiquei olhando um tempão e em um dado momento uma encostou a asa bem coladinha na lateral e deu pra ver que era bem acinzentada. Borboletas em geral tem um colorido mais forte. Mariposas não são feias, elas só se camuflam de cores escuras porque são voadoras da noite. Às vezes sou uma também. Gosto de voar à noite. Mas não posso mais.

Foto by Lola

Bem que eu queria um casulo desses aí pra me enfiar dentro e só sair quando tudo tivesse passado e eu pudesse voar à vontade. Quem sabe à noite também? Atualmente só posso voar de dia, que saco! E só consigo ter o dia pela metade, só posso ter a tarde. Eu quero o dia inteiro, não só da hora do almoço pra frente. Quero a manhã também! Sinto falta da manhã, de ver o sol nascer, bem lúcida, sem indisposição, sem parecer um zumbi, pra trabalhar, pra estudar, pra fazer o que se faz enquanto o sol brilha. Mas também quero a noite. Não precisa ser toda. Pelo menos até o sono chegar. Pra olhar a lua, pra escrever, pra contar estrelas, pra ler, pra ouvir música.

Quem roubou da borboleta a metade do dia e o direito de voar de manhã? Quem tirou da mariposa a liberdade de voar durante à noite até a hora que ela quiser? Quem nos roubou o tempo e a disposição do nascer do sol? Quem tirou nosso direito de voar com saúde à noite? Porque nos tolheram? Cadê nossa liberdade para ser quem somos? Tanto tempo no casulo se preparando pra sair e quando sai não se pode voar do jeito que quer, a hora que quer. Isso dói, caramba! Exijo um habeas corpus! Ou um habeas alas, que seja!

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Confissões

Eu, eu mesma e Lola

Sou mais o meu blog, meu casulo, do que esses vulgares por aí. Infelizmente posso “identificar” de levinho situações, pessoas ou lugares e fazer doer em gente querida porque talvez achem que foi pra si. Às vezes foi. Pedoem esta desparafusada! É minha natureza! Às vezes controlo, às vezes não. Sou Mr. Hyde e Dr. Jekill, sou leão agressivo, sou borboleta carinhosa. Uso armadura, uso camisola, uso salto alto, ando descalça, gosto de cachorros e também não gosto, bato as portas pra não bater nas pessoas, quero espadas pra atacar, mas quero escudos pra defender, saio bem maquiada e saio de cara lavada. Descontrolo pra cima, pra fora, pra tudo. Descontrolo pra baixo, pra dentro, pra nada. Estabilizo com o copo nem meio cheio nem meio vazio. Gosto de ar condicionado, mas não gosto muito. Gosto de calor, mas não gosto muito. Gosto de cachos longos e gosto de curtinho charmoso. Gosto de sorvete sem cobertura. Gosto de tacacá com pimenta.

Quando criança fazia milhares de associações que eram difíceis para as outras crianças. Montava centenas de quebra-cabeças dentro da minha cabeça, um universo inteiro dentro de uma mente de 2 ou 3 anos. E não parou aí. Anos passam, aumentam as peças dos quebra-cabeças. O universo continuou se expandindo. Parece que são suficientes 3 décadas pra encher e transbordar completamente todo o universo de dentro, e para os quebra-cabeças se desmontarem de vez. Estou perto e sinto que quase não cabe mais nada. Quando criança sabia das coisas. E quando criança ficava confusa. Mergulho em mim, mergulho na Palavra atrás de respostas e consolo, mergulho nos olhos das outras pessoas pra ver quem são. Mergulho fundo nas perguntas sobre mim e sobre os outros. Só venho à tona quando acho o que quero ou preciso ter como resposta. Às vezes fico sem fôlego lá no fundo e quando subo dá vontade de gritar. Mas demore o tempo que demorar as respostas sempre aparecem.

Às vezes me escondia atrás do “problema da mente”. Parei. Percebi que não poderia mais me esconder ou usar como justificativa para todo tipo de deslize moral, comportamental etc. Que coisa feia! Mas se esconder atrás da doença é normal pela própria natureza da doença. É fase e passa. Mas e agora? Sou pra cima? Sou pra baixo? Desde quando? Até quando? Onde termina a hipomania e começa a minha real manifestação de alegria e vice-versa? Onde termina a simples tristeza, o simples cansaço ou o tédio e começa a depressão e vice-versa? Onde termina a maníaco-depressiva e começa a “eu mesma” saudável de verdade? Até onde vai “eu mesma”? A partir de onde começa a louca, perturbada, em crise, hipomaníaca, deprimida?

Quem sou “eu mesma” se desde a primeira infância eu sinto o que sinto e sou o que sou? Até onde vai minha saúde mental e meu juízo perfeito? Porque esses dois tem se perdido tanto ultimamente? Porque se perdem quando eu tenho o mapa? Talvez não seja boa com mapas. Sou boa com pontos de referência. Meu referencial é Deus. Consciente, racional e incrivelmente às vezes eu O perco, mas Ele não me perde nunca, sempre me acha. E eu volto a achá-lO. Mas porque o universo da mente e as pecinhas do quebra-cabeça não se entendem, não se ajustam perfeitamente nunca. Estou há 1 ano e uns meses de completar 3 décadas de vida. Será que vou transbordar se continuar assim?

Se eu transbordar e parar em algum lugar, se eu perder a noção, se eu me perder no universo de dentro da mente, se eu me perder no meio das peças, quero que por favor, não me deixem perder a dignidade. Não me deixem babando ou vazando qualquer coisa que seja pelos corredores de alguma instituição ou dentro de casa. Não deixem escapulir comida da minha boca. Família, amigos, sei lá quem. Será que vou melhorar até as 3 décadas completas? Será que vou piorar e o quadro que acabei de pintar se tornará realidade?

Deus sabe, Ele sabe tudo. E também sabe que estou acelerada mas chorosa neste exato momento. Sinto a crise aqui e agora. Não consigo parar de escrever e estou sem sono (hipomania) mesmo com 6 comprimidos sublinguais de Clonazepan. Mas quero chorar horrores e me lamentar da vida (depressão). Talvez os parágrafos anteriores sejam prova disso. Ou talvez só estou sendo chata como qualquer ser humano normal e saudável. Como é que eu tenho certeza do que é um ser humano normal da cabeça e saudável do juízo se desde pequena sempre fui assim?

Considerando meu humor de extremos e minha emoção à flor da pele, eu sinto tudo com mais intensidade, largura, profundidade, altura, força e até violência do que as pessoas comuns. Ando sempre no limite de todos os humores, de todas as sensações, de todas as emoções, de todos os pensamentos. É tão incontrolável quanto maravilhoso, é tão sofrido quanto incrível! É suave e visceral ao mesmo tempo. É coisa demais na cabeça, é coisa demais no coração, é uma alma incontida, é um mundo dentro do ser, é coisa demais querendo sair, é coisa demais querendo ficar… É coisa demais pra ser normal.

Como é que eu vou saber de onde eu comecei ou onde eu vou parar? Como eu tenho crise e lucidez pra escrever e considerar tudo isso ao mesmo tempo? É um universo grande demais dentro de uma mente só. São muitas coisas em uma só alma  que não conseguem sair a contento (e é muita coisa e tá chegando na tampa, quando derramar eu não quero nem ver). Esqueci minhas dorgas de dormir no apartamento e estou remediando com outras aqui em casa. Preciso dormir. Bonan Nokton*!

*Boa noite em Esperanto.

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Confissões, Vlogs

Às vezes é nisso que dá

Tudo bem que podem ter sido coisas bobas aqui e acolá, mas juntei tudo em um dia só, entupi um monte de coisinhas chatas goela abaixo durante dias, e dias de crise. Tenho essa mania desde…nem lembro. Ô remedinhos! Façam o favor de cumprir com suas obrigações, please! O resultado de crise + pessoas dando no meu saco (e nem saco tenho) é isso que não sei nem nomear. É “isso” que mostra o vídeo! Tudo bem que pode ter sido resquício da crise, talvez um término do ciclo de sofrimento que a crise causa.

Mas alguns irmãos, amigos e parentes bem que poderiam ser menos indiscretos, menos intrometidos, menos tacanhos em suas colocações, em suas perguntas sem sentido, em suas observações impensadas. Não conheço os planos de Deus pra minha vida. Ele é que me conhece mais do que eu mesma. Mas eu me conheço até onde Ele deixa e consigo, não sei como, fazer o tal mergulho xamã em mim mesma. Então, como alguém, que não é Deus e não sou eu,  pode fazer prognósticos e diagnósticos sobre mim?

Explodi! Me julguem! Explodi! Sou humana! Explodi! Sou Maníaco-Depressiva! Peraí! Eu não preciso me justificar. Eu explodi comigo mesma. Não explodi com ninguém, no máximo usei uma de minhas metáforas ou sacadas irônicas, mas isso não machuca. Não bati em ninguém, não fui rude com ninguém, não agredi ninguém física ou verbalmente. Respondi e reagi a tudo com sorriso, na esportiva, com o mínimo de argumentação, quando poderia argumentar horrores.

Fui legal com todo mundo e por causa da crise e desse todo mundo, deu nisso aí. Bom, é “isso” que sou de vez em quando, quando ninguém está olhando. Sou “isso” sozinha, pra não ser “isso” em público, em comunidade, em família, na igreja, na faculdade, no cursinho, no trabalho. Me esforço demais pra não ser “isso” na frente das pessoas. Mas não consigo, não suporto, não aguento e acabo desabando, explodindo, quando estamos só eu e Deus. E é melhor assim, porque só Ele entende e ama “isso” do jeito que “isso” é!

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Confissões, Vlogs

Cabelo meu

Cabelo cresce, as coisas se renovam. Eu nunca me apeguei demais a coisas que se renovam naturalmente.  Tudo é bonito dependendo do modo como se vê. O cabelo ficou meio anos 80 mas achei charmoso. E antes que eu me esqueça, o cabelo é meu e eu corto do jeito que eu quiser. Não pedi a opinião de ninguém, especialmente de homem casado que, embora eu tenha como amigo querido, teima em dar pitaco no meu visual dizendo que prefere meu cabelo mais comprido, como se eu lhe tivesse pedido opinião. Já sou maior de idade e sou a única que deve decidir o que usar ou não usar da cabeça aos pés.

E se eu quisesse raspar a cabeça nem mesmo minha mãe se meteria no assunto, pois até ela, naturalmente, já deixou de ter direito de opinião sobre meu visual há muito tempo atrás. Fica uma dica! Gostaram e querem elogiar, elogiem. Não gostaram e querem dar palpite, esperem que eu peça. Se eu não o fizer, fiquem na sua. O cabelo é MEU e eu não estou mudando visual pra chamar atenção de ninguém, pois eu nunca fiz isso. Sempre me arrumei pra mim mesma e não para as mulheres ou para os homens ao meu redor.

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Confissões, Vlogs

Rito de passagem: um corte.

Simplesmente cortei o cabelo. Foi no mesmo dia do lance da ponte. Tem a ver uma coisa com a outra? Sei lá! Eu mesma passei a tesoura mas no dia seguinte fui à cabeleireira arrumar porque ficou uma zona. Amo meus cachinhos e eles vão crescer de novo iguais ou melhores.

Infelizmente não pude usar todas as respostas desaforadas que já tinha na ponta da língua para a pergunta: “Cortou o cabelo?” ou então “Porque você cortou o cabelo?”. Dei algumas respostas que talvez tenham aplacado a panaquice do povo. Tô amando meus cachos versão super short e não estou nem aí se alguém achou que eu queria plantar, só pra ver se nasceria um pé de cabelo com cachinhos no lugar de galhos e folhas.

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