Confissões

Fragmentos soltos por aí

Tenho Twitter e Facebook e essas duas contas minhas são conectadas (postei no Twitter automaticamente é publicado no Facebook). Gosto dos dois por vários motivos que não vou ficar explicando todos porque também minha cabeça está meio bagunçada hoje. Mas um dos motivos é que ambos me permitem ser rápida e rasteira no registro de uma frase, uma idéia etc, sem ter que abrir o blog, desenvolver e postar.

Mas hoje senti a necessidade de postar alguns fragmentos dos que soltei esses dias e que mostram a montanha-russa em pleno funcionamento. Se alguém vai ler e dizer “Ahh, ela já escreveu isso, bláhh”, não tô nem aí. Meu blog é pimeiro pra mim, depois para os outros. Vou só juntar os fragmentos. Porque minha cabeça está bagunçada hoje e os únicos fragmentos que eu consigo juntar são os que já estão registrados. É ctrl+c, ctrl+v.

Lembrei que o que foi escrito e espalhado às vezes conseguimos juntar. O que foi falado e espalhado, nem sempre.

26/12 – Essa queimação nas entranhas e vontade de sair correndo (ou algo que aplaque essa adrenalina) só pode ser mania.

26/12 – Acho que vou pra rua correr. Ou sei lá o que.

27/06 – Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, de cada 4 pessoas, 1 tem ou desenvolverá algum transtorno mental ao longo da vida.

27/06 – O mais engraçado é que todos pensam que é seu vizinho que está fadado a desenvolver algum transtorno mental.

27/06 – A desgraça sempre acontece na casa do outro, na família do outro, na saúde do outro. Nunca na minha.

27/06 – Aquela sensação ruim de perda iminente voltou. E não é pela minha vesícula, pois já tenho certeza de que vou perdê-la.

27/06 – O segredo é não se viciar, desapegar do jogo. E é isso que vou fazer. Existem outros jogadores que mecerem a vitória mais do que eu.

27/06 – Bate uma sensação ruim no jogador de xadrez quando vê que o outro pode dar o xeque-mate. A perda iminente é tão ruim quanto a perda em si.

27/06 – Odeio perder porque isso significa que vou ter que procurar. Odeio ficar procurando e procurando sem encontrar nunca. Cansei de perder!

27/06 – E cansei de procurar por algo que nem é meu. Se demorasse procurando algo que sei que é meu seria ótimo! Mas dane-se! Odeio muito tudo isso!

27/06 – Só pra constar: Agitação no sábado, subida até domingo. 2ª em queda e não fui trabalhar; 3ª fui e me desgastei. Advinha como estou hoje?!

27/06 – Sem energia, sem ir trabalhar, com mais cansaço do que devia, com mais pessimismo do que devia, com mais reclamação do que devia…advinha?!

27/06 – O bom de tanta informação adquirida sobre tal coisa e tantos anos sofrendo de tal coisa é que você já consegue identificar tal coisa.

27/06 – Mas a informação e o sofrimento nunca me ensinaram como parar a tal coisa. Só como aguentar firme até a montanha-russa parar sozinha.

27/06 – Com alguém que grite e levante as mãos junto a montanha-russa é assustadora mas divertida, e passa rápido. Sozinha ela é só assustadora.

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Confissões, Vídeos diversos

Porque sorrir enquanto se sofre?

Porque minha felicidade não vem da minha saúde física ou mental. Porque minha felicidade não vem da minha situação financeira. Porque minha felicidade não vem da quantidade de pessoas que tenho na minha vida. Porque minha felicidade não vem das circunstâncias ao meu redor. Porque minha felicidade não vem do mundo. Porque minha felicidade não vem nem mesmo do meu coração. Mas porque minha felicidade vem mesmo é do alto, do Deus da minha salvação. Mesmo com Ele a alegria pode não estar estampada no rosto o tempo todo, pois sou humana e fraca, mas meu espírito estará sempre feliz. Então, vamos sorrir?

 

“Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus.” Is 61:10a

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Confissões

Quando as pessoas simplesmente se vão

Às vezes as coisas acabam, as pessoas se vão e temos que lidar com isso, sofrer. O segredo pra não sofrer seria não se apegar? Mas e quando precisamos fazer de conta que ali estão conhecidos (ou amigos em potencial), para podermos desmontar a armadura e poder trabalhar algo com alguém? Quando fazemos de conta que temos conhecidos para se ter uma boa conversa, um bom bate-papo, e depois somos surpreendidos (odeio surpresas) com o fato de que nossa mente pensou errado, o sofrimento é inevitável. Precisamos fazer de conta para poder desparafusar a armadura. O consciente sabe disso, mas o inconsciente não. Este puxa as perdas recentes (ou até as mais antigas) e joga tudo na perda atual. Seria uma perda realmente? Seria só um motivo que o corpo pediu para passar a tarde toda em depressão, chorando, e ter um ataque de pânico à noite?

Dar beleza a coisas que talvez não devessem ter, dar alto valor a coisas que tem um baixo custo e dar muito peso à leveza de uma pluma de passarinho, pode ser interpretado de maneiras distintas pelo consciente e pelo inconsciente. Queremos dar flores amarradas com cordãozinho azul à mãos delicadas, quentinhas e suadas que não estão lá para recebê-las de verdade, estão lá para trabalhar. Mas estas mãos seguram as nossas de maneira tão carinhosa que, ao percebermos que elas estão partindo, puxamos as nossas como se dissessemos: Já que vão embora então não me peguem pra que eu não me apegue. Mas isso é só como desligar o fogo quando o café já derramou. Quando alguém sente carências com relação a amizades, acaba vendo amizade em tudo que é lugar, até onde não deveria ver.

Mãos suadas, delicadas e que batem um bom papo. Foto by Lola.

Quando se sente falta de conversas que fogem do lugar comum, quando se sente falta dos ouvidos aguçados, quando se quer ouvir algo mais, demora pra digerir o fato de que não se terá mais isso, não se terá mais alguém que sabe trocar figurinhas com você perfeitamente. Outros podem trocar, mas não é a mesma coisa. Não foi para os outros que você desparafusou e desmontou a armadura da repelência, da resistência. Foi para uma só pessoa. Há várias armaduras e cada uma será (ou não) desparafusada e desmontada por aqueles que tiverem a sensibilidade de achar seus lugares mais vulneráveis. Quando alguém acha, desmonta e depois se vai, o inconsciente se confunde, talvez se irrite. Como assim? Já vai? Fique mais um pouco, vai ter bolo!

Não fique como o encanador que veio ajudar a arrumar a pia, ou como o eletricista que mexe na fiação. Fique como convidado, porque vale a pena ter você como convidado. Fique como ser humano, como amigo (ou conhecido), porque, embora o profissional tenha lido as instruções que eu passei, eu também olhei nos seus olhos e li o ser humano que ali estava. E é um belo ser humano, apesar de todas as mazelas que todos nós temos. Não preciso de encanador ou eletricista para as coisas que posso fazer sozinha, lentamente, me molhando ou pegando um choquinho. Preciso de seres humanos e talvez eles precisem de mim, não sei. Pena que os belos e inteligentes seres humanos sempre se vão de mim, e às vezes é porque precisam manter a coisa toda bem profissional. É consertar a pia, a fiação e partir, sem comer do bolo que eu fiz. Ces’t la vie!

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