Confissões, Lucubrações

Me adiciona!

Às vezes restringimos ou cancelamos o acesso de pessoas aos nossos perfis na internet (Twitter, Facebook, O escambau) por questão de segurança (primeiro nossa, depois delas). Daí as pessoinhas já ficam ofendidinhas porque são criancinhas de 15 a 25 anos. Excluir alguém simplesmente pela falta de interatividade entre ambos ou pelos riscos que chegam através do mal uso que esses contatos fazem das redes, é motivo para as pessoinhas já ficarem com raivinha e deixarem de interagir pessoalmente também. Quanta falta de maturidade! Não sabem que o valor que estão dando a uma questão virtual não chega aos pés do valor de ir à lanchonete, sentar, comer e conversar. Mas o que esperar de uma geração que acha o outro estranho e nem sequer tem peito pra sentar e conversar?

Sinceramente, pra mim não faz sentido eu me encher de contatos (Amigos) que nem me dão bom dia, com os quais eu não sei nem o que conversar, não tenho afinidades e com os quais nem sequer interajo pessoalmente. Às vezes adicionamos pessoas por bobeira do tipo: “Eu estudo na mesma faculdade que você, me adiciona”, ou “Somos da mesma igreja, me adiciona” ou ainda, “Sou teu vizinho, me adiciona.” Muitas vezes essas são as únicas coisas que fulano tem em comum conosco, mas adicionamos pra não parecermos mal educados, frescos, metidos a besta etc. Daí o fulano, que não tem nada mais a acrescentar, começa a nos marcar em tudo que é miguxismo, enviar solicitação de joguinhos, propaganda e porcaria a quatro. Sem contar os comentários que só tem “kkkk” e nada mais.

Se a interação é somente na internet por motivos de distanciamento geográfico, falta de tempo para se encontrar etc, faz sentido manter o relacionamento virtual. Se a interação acontece no mundo real e no virtual, beleza! Tá ótimo assim! Se a interação não acontece no mundo virtual tampouco no real, manter o contato virtual só serve pra ter gente que não fala com você, que muitas vezes nem gosta de você, com quem você nunca teve conversa ou intimidade, fuçando suas postagens, seus desabafos, suas reclamações pra compartilhar pessoalmente com todo mundo, menos com você.

Os mais observadores sabem que, em se tratando de internet, não vale a regra do 8 ou 80, pois ela nem é 100% boa nem 100% ruim. Tudo bem, eu tenho um blog. Tudo bem, meu Twitter é jogado (uso muito justamente porque os bocós que conheço não usam). Mas já falei que meu Facebook é blindado. Só vê o que eu quero quem eu quero e eu não estou participando de nenhuma competição pra ver quem chega primeiro aos 5 mil “Amigos” (limite de contatos que se pode adicionar) nem estou a fim de adicionar gatos e cachorros a fim de parecer popular, até por que nunca fui e nunca vi vantagem nisso.

Se não gostam de mim pessoalmente, não conversam comigo pessoalmente, não se interessam pelo meu bem estar pessoalmente, ignoram (ou estragam) minhas tentativas de relacionamento pessoalmente ou são do tipo “Eita, ela escreveu isso. Vou contar pro meu pai, pro pastor, pro papa…!“, então superem a exclusão e as restrições virtualmente. Pelo menos no mundo virtual eu posso chutar a bunda de pessoas que me fazem mal e limitar o acesso dos que me deixam com a pulga atrás da orelha.
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Confissões, Vídeos diversos

Religião não!

Quando me chamam de ‘religiosa’ fico meio chateada, mas pra eu explicar que eu não sou religiosa e qual o motivo de não me considerar assim por defender tanto a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo e fazer-lhes menção em meus textos e vídeos, eu precisaria de um bom tempo porque a conversa (ou o vídeo ou texto) demoraria um bocado. Então decidi facilitar minha vida e postar dois vídeos que dão uma boa ideia da diferença entre ser cristão de verdade e ser religioso. Não são 100% do que eu defenderia mas chegam perto disso. E definitivamente, se minha salvação, meu cristianismo, minha vida com Deus dependessem de uma lista de regras que eu devesse cumprir, de um aglomerado de pessoas dentro de um templo ou do próprio templo feito por mãos humanas, eu estaria perdida mesmo.

 

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Confissões, Vídeos diversos

Carta para Elisabete

O dia a dia de uma bipolar. O filme mostra somente alguns momentos. Não retrata, por exemplo, como um maníaco-depressivo se vira pra trabalhar, se relacionar com amigos e família ou estudar. Também achei que as variações de humor, bem como a passagem entre elas, foram retratadas de forma amena, bem amena! Mas dá pra ter uma ideia de como é estar cheio de energia pra tudo e de uma hora pra outra ver essa energia se esvaindo, e vice-versa. Com todo respeito que tenho pelos deprimidos (pois também passo pela fase depressiva), posso dizer que se a depressão pura leva alguém ao fundo do poço, a que acomete um maníaco-depressivo o leva abaixo disso. Sem diminuir em nada o sofrimento da depressão pura, eu digo que descer da normalidade para o abismo não chega a ser tão violento quanto descer das nuvens para o abismo. A queda é muito maior, mais assustadora e tem consequências absurdamente mais violentas. Whatever, todos os transtornos são avassaladores e Deus dá a cruz que cada um consegue suportar.

Direção: Dirce Roberta e Gabriela Carmona
Produção Executiva: Patricia Galvão Zolin
Roteiro: Gabriela Carmona
Câmera: Luiz Junior
Edição e finalização: Júlio César Gonçalves
Produção: Flavia Delazzari, Patricia Galvão Zolin e Eduarda Negrini

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Confissões

Eu creio!

Eu não creio em Deus ou tenho Jesus como meu Salvador por influência humana, mas sim por ação do Espírito Santo. Há quem não creia e não aceite. Há a descrença em Deus. Discordo desta descrença mas amo o descrente a ponto de não agredí-lo e de ser paciente com sua descrença. Porque eu creio é que eu tenho essa obrigação. E porque eu creio é que eu vou continuar sustentando que Deus existe, que Jesus é meu Salvador, que o Espírito Santo é meu Consolador e que eu amo o descrente mesmo discordando de sua descrença em Deus.

Não te vejo Senhor, mas te sinto. E mesmo quando não te sinto, por negligência minha, eu sei que o Senhor está aqui pra mim.

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