Confissões, Vlogs

Uma feliz e grata desafinada

Gratidão e alegria são coisas que se me dissessem no Natal passado que eu estaria sentindo hoje eu não acreditaria muito. Se me falassem há um ano atrás que hoje eu teria disposição para me arrumar e ir jantar com a família, eu duvidaria. O trecho que cantei (muito mal por sinal) é de uma música que se chama ‘Smile’ (Sorria) e gosto dela sendo interpretada por Nat King Cole ou Barbra Streisand. A letra tem muito a ver com esse momento no qual estou tendo que encorajar a mim mesma pra continuar sorrindo.

‘Smile’
Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll see that life is still worthwhile
If you just smile

‘Sorria’
Sorria, mesmo que seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja quebrando
Quando há nuvens no céu você sobreviverá…
Se você sorrir com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você verá que o sol virá brilhar por você.

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento em que você deve continuar tentando
Sorria, para que serve o choro?
Você verá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir.

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Confissões, Lucubrações, Vlogs

Sobre despersonalização e desrealização

Meu vídeo picadinho (pra não dizer mal editado) é sobre episódio de despersonalização ou desrealização em uma bipolar e borderline (eu e eu mesma de cabelo arrepiado como sempre). Alguns separam despersonalização de desrealização. Tudo bem que o primeiro fenômeno é com relação à própria pessoa e sua sensação de ter a própria personalidade tirada de si (daí o nome) e o segundo é com relação ao ambiente e a sensação de modificação anormal do mesmo. Eu não faço distinção pois, apresento os dois fenômenos e talvez minha ligação com o ambiente seja forte o suficiente para eu, quando me sinto fora do corpo ou inexistente, perder também contato com o ambiente, perder a noção de espaço e formas.

Penso que meus episódios sempre foram curtíssimos (coisa de segundos). Mas como posso saber se realmente é assim ou se eu fico fora da realidade por mais tempo e não percebo? Não tinha parado pra pensar nisso até pouco tempo atrás, até porque sempre lidei bem com isso. Mas quando lembro dos casos em que iniciava algum tipo de interação com pessoas durante uma despersonalização, ou quando eu despersonalizava já estando no meio de uma conversa, fico preocupada com  a maneira como eu posso ter sido vista, preocupada com o que eu disse ou se me fiz entender. Eu não lembro mas as pessoas sim.

Às vezes dá até medo de continuar conversando com as pessoas em períodos, lugares e situações em que eu possa apresentar um episódio desse. Dá vontade é de ficar muda com todo mundo. Mas uma hipomaníaca (que fala) consegue ficar muda quando interage com os outros? Dificilmente. Lembro que quando eu era criança os episódios pareciam mais demorados. Depois de adulta parece que encurtaram. Mas como saber se minha noção de tempo é realmente fidedigna em uma situação dessas? Vai saber!

Vou deixar alguns links de vídeos, artigos e sites ou blogs de apoio (em português, inglês e espanhol) para quem tiver interesse em saber mais sobre TAHB, TPB, Despersonalização e Desrealização. No fundo sei que poucos vão se interessar em procurar mais informações. Mas enfim, estou fazendo minha parte.

https://www.youtube.com/watch?v=ki6M352e_DI&feature=plcp
http://www.youtube.com/watch?v=j_rEBKxW3qE
https://www.youtube.com/watch?v=Zfnkcf3taxM&feature=related
http://www.panikentosonline.blogspot.com.br/
http://www.soyborderline.com/
http://www.tara4bpd.org/pdf/LancetReview.pdf
http://www.dsm.psychiatryonline.org/article.aspx?articleid=174424&RelatedWidgetArticles=true
http://ajp.psychiatryonline.org/article.aspx?articleid=1213767
http://www.abtb.org.br/
http://www.bipolarbrasil.net/
http://www.pensamentosfilmados.com.br/
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=184

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Confissões, Lucubrações

Morte x Vida

Enquanto eu ainda comemoro 1 ano de distância de uma crise violenta, com uma última tentativa de suicídio, meu avô paterno falece. E é nessas horas que um bipolar ou depressivo pode perceber com clareza em si mesmo a diferença entre uma grande tristeza e uma doença mental. Estou muito triste e não estou em crise mas o dia do falecimento do meu avô nunca será esquecido por mim.

Em um dado dia minha mente ficou insana o suficiente pra eu tentar colocar fim na minha dor pela 3ª vez. Um ano e um dia depois meu querido avô se vai. Tinha mais de 80 anos mas com uma disposição invejável e muita vontade de viver. Um ano atrás algo me fazia sentir que eu precisava da morte mas me vi entre duas pessoas que desejavam a vida. Agora eu vejo a vida do meu avô acabar em uma provável parada cardíaca. E ele queria muito viver.

Mais uma vez eu vejo vida através da janela da dor mental ou da emocional. Vejo gente querendo a vida e gente perdendo a vida. Olho pra trás e vejo uma crise horrenda, olho pra hoje e vejo o luto que há um ano poderia ter sido o da minha família por mim. Sei que o vô está na eternidade vivendo muito melhor do que ele viveria aqui. Estou triste e chorando agora o que não pude chorar na hora, durante o dia, pois havia obrigações, compromissos e, pra variar, eu sorrio e aguento até acabar tudo pra eu poder desabar.

Talvez esse acontecimento esteja sendo usado por Deus pra me mostrar que eu preciso de um empurrãozinho de ano em ano, de um confronto entre vida e morte bem diante dos meus olhos, pra eu perceber que enquanto não se der a vitória da morte é pela vida que se deve lutar e torcer. Apesar de crise ou luto eu tenho Deus enchendo meu ser, e é por isso que consigo perceber a vida vencendo de alguma forma até mesmo quando a realidade da morte parece nocautear.

vida

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; (…) Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.II Coríntios 4:8,9; 16-18.

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Confissões, Lucubrações

Feliz aniversário de 1 ano!

Borboleta Símbolo da Prevenção ao Suicídio

Aos que não tem acesso ao meu Facebook e não leram minha comemoração pelo aniversário de 1 ano da minha última tentativa frustrada de suicídio (a 3ª pra ser exata), que eu espero em Deus que tenha sido a última, e aos que leram mas queiram ler de novo, dessa vez bem bonitinho postado no blog, aqui está. Graças a Deus eu sobrevivi e queria tanto, tanto, tanto que ninguém mais no mundo tivesse que passar pelo que eu passei! Enfim, comemorei e comemoro por mim e pelos outros sobreviventes. Não pra ficar lembrando de um episódio visto como “macabro”, mas pra mostrar a que ponto de adoecimento mental se pode chegar e como a vida pode se renovar.

A fita que representa a prevenção ao suicídio é amarela e o símbolo é uma borboleta. Achei um símbolo perfeito!

Hoje [29/11/12] faz 1 ano que tentei o suicídio pela última vez e que tive que dividir uma sala de emergência com duas outras pessoas, mas que estavam lutando com todo o seu ser, com tudo que tinham pra conseguir viver. Foi quando eu decidi lutar também com todo meu ser. Faz 1 ano que eu decidi lutar pela minha vida e pela minha saúde. Faz 1 ano que eu busco mais e mais força em Deus. E Advinhem? Tá funcionando MUITO! 

A última postagem do blog no dia da última tentativa de findar a dor mental só mostra que meu cérebro estava doente e pedindo socorro. Eu lembro. https://casulodelola.wordpress.com/2011/11/29/borboleta-quer-voar/

A primeira postagem do blog depois da última tentativa de por fim à dor só mostra que eu estava sofrendo horrivelmente (e eu lembro) mas com toda esperança, confiança e certeza de que Deus iria prosperar a decisão que eu tinha tomado: Lutar mesmo sem forças e confiar nEle apesar das circunstâncias.

https://casulodelola.wordpress.com/2011/12/31/feliz-armadura-nova/

Eu confiei em Deus e Ele não me abandonou. As forças e o aprendizado vieram e continuam vindo todos os dias. Obrigada Senhor, por nunca me deixar desamparada!

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