Confissões, Fotografias

Os Ilustres

“Uma borboleta, além de ser bela e encantar as pessoas quando voa e ser frágil, ela teme os predadores, mas consegue ir aonde eles não vão, consegue ser o que eles nunca serão, consegue viver tempo suficiente, mesmo sendo pouco, para fazer o que tinha que ser feito. Consegue ver o que muitos não veem, consegue fazer o que muitos não conseguem. É uma criatura predestinada, feita de uma forma pensada, com uma função única, com um motivo existencial singular, com uma obra a fazer. Fazer o que? O que uma borboleta faz! Te cuida e faça da vida uma missão. Missão de glorificar o nome dAquele de te fez. Voe!” N. Shoenman

Em um sábado de manhã recebi uma ilustre visitante na minha cozinha. Foto by Lola

Muitas vezes as palavras mais carinhosas, mais confortadoras e que ecoaram por mais tempo não foram de alguns antigos que me viram mais ou menos bem, que depois me viram transformar em algo assustador e muito mais insuportável. Algumas palavras que foram cruciais para o meu processo de melhora muitas vezes foram as que vieram dos novos que tinham acabado de pousar na minha vida, que já me conheceram perturbada e mesmo assim não tiveram medo. Estes indivíduos se tornaram ilustres pra mim e eu louvo a Deus pela vida de cada um.

“Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” Provérbios 17:17

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Confissões, Fotografias

THB e TPB

Transtorno Afetivo do Humor Bipolar (ou Doença Maníaco-Depressiva) é um transtorno de humor. Já se manifesta como patologia, é incurável e é preciso tratamento para ter qualidade de vida. Personalidade Limítrofe ou Borderline é só um tipo de personalidade que se torna patologia quando o emocional da pessoa se desequilibra. A pessoa perde o  controle das emoções o suficiente para ter sua vida prejudicada em várias áreas. Aí sim virou Transtorno da Personalidade Borderline ou Transtorno da Personalidade Limítrofe, ou (como alguns especialistas já estão nomeando atualmente) Transtorno de Regulação Emocional. THB é transtorno de humor, TPB é transtorno de personalidade. Sendo assim, é perfeitamente possível ter ambos. O THB  permanece o resto da vida e só estabiliza com tratamento, já o TPB vai melhorando naturalmente com o passar do tempo. Eu infelizmente (ou felizmente) levo as duas cargas. E não é nada fácil viver com eles, mas com muita fé em Deus dá pra viver sim e ser muito feliz como eu sou.

Foto by Lola
Foto by Lola

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Confissões, Fotografias, Lucubrações

Coisinhas da vida

Olhando as rosinhas recém desabrochadas. Foto by R. Beatriz Melo

Quando for comprar coisinhas lembre que você escolhe e que existem dois tipos: as que custam pouco e valem muito e as que custam muito mas pouco valem. Há as pequenas coisas importantes para a felicidade e as pequenas coisas que para a felicidade não importam. Cabe a cada um atribuir valor e custo às suas coisinhas. No final das contas é sempre essa atribuição de valores e custos que vai dizer qual coisinha da vida é realmente importante para ser feliz e qual não é.

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Confissões, Fotografias

Levando

Céu e silhueta de uma parte de Goiânia ao entardecer. Foto by Lola

Posso alcançar? Posso ter? Então posso querer, fazer planos e caminhar para chegar lá. Não posso ter? Está tão longe que não posso chegar lá? Sinto muito, mas começo a trabalhar na minha mente o “não querer” e desisto de planejar antes mesmo de começar. O que aparecer pra mim é lucro. Se lá está tão longe do meu alcance que eu não possa chegar lá, então é porque não é pra eu ir lá. Só posso querer o que posso ter. Se não posso ter, não devo querer. Trabalho minha mente desta maneira: Só deseje e planeje aquilo que pode ter. Se vir que não pode ter, não queira. E ai de mim se não seguir essa regra! Ai de mim!

Talvez a vida seja muito dura (ou eu seja muito dura comigo), de modo que não me apego a sonhos (tirando os sonhos do sono e os sonhos de padaria). Também não vivo fazendo planos a longo prazo. Às vezes fico só olhando de longe aquilo que não posso e/ou não devo alcançar e percebo que às vezes a vista é mais bonita de longe do que de perto. E no final, acho que estou satisfeita acordando, dormindo, andando, comendo, bebendo, orando, lendo, tomando remédios, trabalhando precariamente, estudando idem, respirando, adoecendo, recuperando… enfim, vivendo cada dia sem grandes pretensões, sem grandes planos e, principalmente, sem grandes sonhos.

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