Confissões, Vlogs

Rindo da cara de 2012

Por problemas ‘técnicos’ o post de Ano Novo só está saindo agora. Mas ainda vale.

2012, ano difícil! Mais difícil e menos difícil do que alguns anos que já tive e mais difícil e menos difícil do que outros que virão. Como tudo na vida passa, 2012 já era! Como tudo na vida se renova, esse Ano Novo foi melhor e mais novo do que o Ano Novo anterior. E como todos nós nos casamos com a vida no momento em que nascemos, que venham os demais anos com alegria ou tristeza, com saúde ou doença, com riqueza ou pobreza, com suas dores e delícias, pois tudo isso é inevitável, mas que venham para que tenhamos a oportunidade de fazê-los muito felizes.

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Confissões, Vlogs

Uma feliz e grata desafinada

Gratidão e alegria são coisas que se me dissessem no Natal passado que eu estaria sentindo hoje eu não acreditaria muito. Se me falassem há um ano atrás que hoje eu teria disposição para me arrumar e ir jantar com a família, eu duvidaria. O trecho que cantei (muito mal por sinal) é de uma música que se chama ‘Smile’ (Sorria) e gosto dela sendo interpretada por Nat King Cole ou Barbra Streisand. A letra tem muito a ver com esse momento no qual estou tendo que encorajar a mim mesma pra continuar sorrindo.

‘Smile’
Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll see that life is still worthwhile
If you just smile

‘Sorria’
Sorria, mesmo que seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja quebrando
Quando há nuvens no céu você sobreviverá…
Se você sorrir com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você verá que o sol virá brilhar por você.

Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento em que você deve continuar tentando
Sorria, para que serve o choro?
Você verá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir.

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Confissões, Vídeos diversos

Porque sorrir enquanto se sofre?

Porque minha felicidade não vem da minha saúde física ou mental. Porque minha felicidade não vem da minha situação financeira. Porque minha felicidade não vem da quantidade de pessoas que tenho na minha vida. Porque minha felicidade não vem das circunstâncias ao meu redor. Porque minha felicidade não vem do mundo. Porque minha felicidade não vem nem mesmo do meu coração. Mas porque minha felicidade vem mesmo é do alto, do Deus da minha salvação. Mesmo com Ele a alegria pode não estar estampada no rosto o tempo todo, pois sou humana e fraca, mas meu espírito estará sempre feliz. Então, vamos sorrir?

 

“Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus.” Is 61:10a

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Confissões

É a treva!

Esse trecho é de uma música que gosto muito (Brilha em mim) e que se canta muito onde congrego. Mas fico às vezes me perguntando: de que adianta cantarem tanto isso se ninguém se dá ao trabalho de tentar acender as velas que se apagam frequentemente? Não sabem chegar perto o suficiente da vela apagada pra poder dividir a chama ou tem medo disso. Como essa chama vai reavivar a outra que está prestes a se apagar se a que está acesa não chegar perto o suficiente?

Acho que as velas que estão acesas tem medo da escuridão ao redor da vela que se apaga, por isso não chegam perto. Ou talvez o medo seja unicamente por não saber como acender a outra. Mas não sabem que a simples presença já transmite calor suficiente pra que a apagadinha acenda de novo.

Seria bom se as velas aprendessem que algumas outras precisam muito mais da presença delas quando estão no quarto escuro, adoecidas, com os comprimidos ou a lâmina na mão, ou ainda chorando numa ponte qualquer. Para que honrarias, homenagens, palmas e chamas nos momentos de alegria se, quando se está precisando de alguém mentalmente são pra te tomar a lâmina, os comprimidos ou te tirar da ponte, não aparece nem sequer uma vela com chama acesa? Só querem compartilhar chamas com velas igualmente acesas em momentos iluminados.

As apagadas (ou prestes a se apagar) metem medo nas acesas que acham que vão apanhar, ouvir grosseria ou ter seu calor roubado. Mas e se isso acontecer? E daí? Velas doentes não machucam e quando o fazem não é porque querem. É porque estão doentes, apagando lentamente e precisando que outra vá correndo acendê-la sem medo, antes que seja tarde.

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” (I João 4:18).

Compartilhar chamas é como um casamento: sempre há o bom E o ruim juntos, nunca o bom OU o ruim. Querem compartilhar suas chamas com as outras velas? Compartilhem na alegria E na tristeza, na saúde E na doença, na riqueza E na pobreza, na claridade E na escuridão.  }ï{

Confissões, Lucubrações

Quando o inverno parece nunca acabar

Jardim do Château de Chenonceau – Foto by André Gustavo Lima

Aproveitando o céu azul, o sol amigo que fez hoje e o ânimo melhorado, com cara de início de primavera (mas ainda é verão amazônico), decidi criar coragem pra relatar um pouco sobre a última semana. Meu tratamento estava prestes a tomar rumo novo na segunda-feira da semana passada. Um dos comprimidos, um mísero comprimido, seria tomado intercaladamente durante uns dias e depois disso … adeus paroxetina! Já ia tarde  a bandida que me seca as mucosas nasal e bucal e me obriga a andar com garrafinha de água de vez em quando. Abri mão de uma viagem que duraria todo o  fim de semana temendo  os sintomas da abstinência. Passou o sábado, tudo normal. Veio domingo, uma moleza no corpo, cansaço mental, mas tranquilo.

Na segunda, o dia começa bem, apesar da indisposição e vontade de morrer pra não ir trabalhar com a cabeça no mundo da lua. Porém, lá pelas tantas da tarde, uma divergência boba, banalidade que nem discussão era, uma opinião contrária … e a vespa sai do vespeiro e se retira  logo em seguida deixando a lola trancada no quarto mais próximo, chorando a tarde inteira, desesperada, tentando descobrir quem era aquele bicho mais forte que ela, aquela armadura  com vontade própria, que manda e desmanda no ser que a veste, sem chance de defesa ou reação contrária. Chegou a terça-feira e como não dava mais pra faltar outro dia de trabalho, mesmo sabendo do perigo, lá fui eu. Pois o mundo não para só porque alguém precisa de tempo para um pequeno ajuste nos parafusos (tá bom, grande ajuste!).

Um pendrive que foi esquecido no local de trabalho e é visto  desmontado sobre a mesa foi só a gota que faltava pingar  pra que a desgraçada vespa saísse de novo.  O que é um pedrive? Sempre valorizei muito mais pessoas do que objetos. Não, esse não foi o motivo, tenho certeza. Alteração de humor, impulsividade são normais em algumas pessoas, mas AQUILO não foi normal. Terminar sentada e encolhida aos berros no canto da salinha de arquivo do departamento, no escuro, depois de agredir uma porta e uns armários de aço, definitivamente não é normal. Assustar as pessoas e dar um péssimo testemunho, pagar de doida é basicamente anormal, quando tudo pelo que se ora a Deus e se esforça é por manter um equilíbio e uma convivência amistosa com todos para que vejam a beleza de Cristo em si.

Os mais compreensivos até me dizem: “Não é culpa tua, te conheço e você não é assim!” Mas me trato há tanto tempo. Deveria ter percebido que não estava pronta para parar um dos drops que me ajudam tanto e que complementa a ação dos demais, o médico deveria ter percebido que eu não estava pronta, mas ele faz o que pode. A única coisa que passa pela cabeça quando as coisas reviram é que o que antes foi recebido como bênção se tornou em maldição. Mas enfim, depois de retomar o uso do dito cujo (mas dia sim e dia não), depois do médico me deixar de molho o resto da semana e depois de reclamar, falar besteira e choramingar para algumas pessoas, até sinto vida de novo em mim.

Às vezes quando parece que as bençãos se tornaram em maldição, quando o inverno da alma chegou, quando a desesperança toma de conta e nos faz perder o chão, o norte e quase desistir, Deus mostra que esse inverno é necessário, com seu branco, seu cinza, seu frio doloroso, seu céu nublado. É necesário passar pelo inverno para aprender a valorizar a primavera que vem em seguida, com suas cores, suas flores, seus perfumes e suas borboletas, claro! É necessário passar pelo inverno  pois é nesse período que se escuta coisas que nunca na vida tinha escutado, como: “Minha filha, eu sei que é difícil, mas mamãe tá aqui pra cuidar de você“! É no inverno que se vê a humanidade e compreensão escondidas onde menos se imagina, por exemplo, nos seus colegas de trabalho e chefes, que vão ao cubículo, acendem a luz, te trazem água e te levam  pra esfriar a cabeça em um lugar bonito e cheio de árvores. É no inverno que você  percebe como seu animal de estimação é sensível à sua situação, carinhoso e apegado a você (apesar do nosso  ter morrido enquanto eu escrevia este post, e escrevo sobre isso depois, pois agora estou arrasada demais e já chorei demais hoje).

O fato é que “ninguém será grandemente abençoado por Deus se não houver sido severamente por Ele ferido”. E mesmo escrevendo este post entre lágrimas e engasgada até não poder mais, com a emoção à flor da pele porque meu cérebro às vezes  parece que me odeia, tenho certeza de que meu Senhor me ama e por isso mesmo ainda me mandará muitas estações diferentes pra eu lidar. Talvez eu tenha muitos verões e outonos entendiantes, mas certamente terei muitas primaveras também. E no final, a alegria de cada uma delas fará ter valido a pena a longa espera e o frio dos invernos tristes e quase sempre solitários.

“E ele muda os tempos e as estações;” Daniel 2:21

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Confissões

Vivendo entre os polos

Bom, com relação aos polos congelados do globo terrestre eu acredito que foi tudo culpa do Dilúvio, mas não é desses polos que quero falar. Quero colocar pra fora algo acerca dos meus polos. Sim, eu tenho polos, dois deles, dentro da minha mente. Um é no topo de uma montanha, o outro fica em um abismo profundo e garanto que o lá de cima é quente, acelerado, falastrão, simpático com todos e cheio de energia; enquanto o lá de baixo é gélido, escuro, profundo, chorão, pessimista e quieto.

Enfim, pra quem porventra ler não ficar boiando, devo dizer que ser bipolar é como ter que matar um leão todo dia pra conseguir viver, pra se manter com vontade de viver. Confesso que às vezes até para exercitar a fé e a confiança na providência Divina e no suprimento das necessidades é preciso se esforçar. O polo negativo (ou gelado) não deixa. É como se a pessoa não mandasse mais em si, na sua mente, nas suas reações diante dos entraves do cotidiano. Uma pessoa pode ser tida como explosiva e perder o controle de seu comportamento às vezes, mas isso é mais fácil para a sociedade compreender. Mas e quem não controla suas reações por uma condição de saúde? Porque é tão difícil de aceitar?

Tudo bem que muita gente se esconde atrás dos transtornos mentais, até eu já fiz isso muitas vezes, e me envergonho ao lembrar, mesmo sabendo que o medo de melhorar e encarar a vida e a autocomiseração é uma fase da doença, existem por causa da doença e não porque a pessoa quer deliberadamente chamar atenção pra si ou dar uma de coitada todas as vezes que tem atitudes que apontam pra esse lado. Às vezes parece que até quem diz que te ama não suporta seu polo ardente seguido de  seu polo congelante com tanta rapidez. Cheguei até a comentar sobre isso no site do Dr. Paulo André Issa em um artigo sobre bipolaridade justamente hoje, quando estou passando por um momento depressivo e meio desesperançoso. Meio não, muito desesperançoso, com ideias tenebrosas. Porque, mesmo medicado, o doente mental está sujeito a períodos de crise por várias razões, pequenas e/ou grandes.

Às vezes a culpa corrói. A culpa de saber que todos que te amam ou que possam vir a te amar um dia vão ter que viver sofrendo o choque térmico que é conviver com  alguém  que sofre desse ou de qualquer outro transtorno. Às vezes não parece justo com as pessoas que você ama. Não parece justo que elas tenham que passar por isso com você. Quando se ama as pessoas se quer o melhor para elas e muitas vezes a vontade é fazer algo pra não sujeitá-las a ter que conviver com você, pois ninguém é obrigado. E se nem você se controla nas crises e nem existem super humanos com paciência ilimitada, o que fazer então? Suicídio é uma opção cogitada p or quem está absurdamente doente, mas é pecado e mais um grande et cetera. Isolamento hoje em dia é quase impossível e ainda nada viável pois gera desconfiança e preocupação justamente nas pessoas às quais você quer poupar. Fica difícil saber o que fazer às vezes.

Embora a razão e a fé digam: ” E o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.” (Jo 16:22a), alguma coisa fica gritando aqui dentro: “E a minha vida se aproxima da sepultura.(Sl 88:3). Embora a metamorfose aconteça, às vezes as borboletas parecem vespas. Talvez eu esteja precisando parar de mendigar compreensão, paciência e amor  das pessoas que me rodeiam, mesmo daquelas que eu amo e que dizem me amar. Talvez eu esteja só exausta, doente, precisando de cuidado, precisando descansar, e descansar mais em Deus também. Isso basta!

“Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” Isaías 40:29

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