Confissões

Escrever é preciso

Soltando as prisioneiras

Pode ser que a “normalidade” do cotidiano estivesse me anestesiando muito. Pode ser que eu estivesse ficando dessensibilizada. Sei lá o que era! O que eu sei é que algo esteve bloqueando minhas letras, algo me impedia de escrever com a mesma frequência de antes. Seria o bastardo tempo que resolveu se esconder de mim? Será que a recente capacidade de me manter sã em momentos tempestuosos esteve me tirando a necessidade de clamar através das letras? Tenho melhorado como nunca pensei que melhoraria. Estou bem como nunca achei que estaria um dia. Embora sinta e sofra, tenho conseguido não morrer de dor nos momentos atribulados. Tenho conseguido! Glória a Deus!

Mas escrever é preciso! Preciso voltar a falar por meio das letras, nem que seja só para dizer que está tudo bem, que é possível ficar bem. Surto há, personalidade complexa há (mais na linha, mas há), hipomania às vezes há, DP/DR sempre e sempre, depressão aqui e acolá – e por favor respeitem e aceitem que doença ainda há, crise ainda há e necessidade de retirada sempre haverá. Mas os temporais não ocasionam mais aquela antiga ausência por meses e meses, aquela paralisação completa de vida. O autoconhecimento e a autorregulação estão indo bem. Deus no comando leva tudo adiante. É devagar, mas sempre adiante. Bom, vou destampar o frasco da alma e deixar sair o que está preso.

“Tinha muito o que escrever…” III João 13 a

}ï{

Anúncios