Confissões

Escrever é preciso

Soltando as prisioneiras

Pode ser que a “normalidade” do cotidiano estivesse me anestesiando muito. Pode ser que eu estivesse ficando dessensibilizada. Sei lá o que era! O que eu sei é que algo esteve bloqueando minhas letras, algo me impedia de escrever com a mesma frequência de antes. Seria o bastardo tempo que resolveu se esconder de mim? Será que a recente capacidade de me manter sã em momentos tempestuosos esteve me tirando a necessidade de clamar através das letras? Tenho melhorado como nunca pensei que melhoraria. Estou bem como nunca achei que estaria um dia. Embora sinta e sofra, tenho conseguido não morrer de dor nos momentos atribulados. Tenho conseguido! Glória a Deus!

Mas escrever é preciso! Preciso voltar a falar por meio das letras, nem que seja só para dizer que está tudo bem, que é possível ficar bem. Surto há, personalidade complexa há (mais na linha, mas há), hipomania às vezes há, DP/DR sempre e sempre, depressão aqui e acolá – e por favor respeitem e aceitem que doença ainda há, crise ainda há e necessidade de retirada sempre haverá. Mas os temporais não ocasionam mais aquela antiga ausência por meses e meses, aquela paralisação completa de vida. O autoconhecimento e a autorregulação estão indo bem. Deus no comando leva tudo adiante. É devagar, mas sempre adiante. Bom, vou destampar o frasco da alma e deixar sair o que está preso.

“Tinha muito o que escrever…” III João 13 a

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Confissões

Novas histórias

Alguns livros são terror, outros são romance, outros são aventura e por aí vai. Todo mundo tem um livro de cada gênero na vida. Alguns desistem de escrever certos gêneros por nunca terem conseguido uma boa história. Alguns criam coragem depois de muito tempo e fazem sua última tentativa naquele gênero no qual sempre foi mais fraco, na esperança de que a história possa prestar. Mas às vezes não importa o quanto você esteja disposto a escrever uma nova história, quanta inspiração você tenha buscado, quanto carinho tenha dispensado planejando o que e como escrever, quantos esforços pra não errar. Não dá! Quem nasceu pra escrever suspense não se meta a escrever aventura. Quem nasceu pra escrever terror não se meta a escrever histórias de amor. Algumas pessoas simplesmente não podem e não devem escrever novas histórias em determinado gênero. Alguns gêneros devem parar de ser escritos ou terminar seus dias com páginas em branco. Se já constatou que não é seu tipo de história, não se meta a tentar escrever uma nova. Pense em toda tinta gasta à toa, em todo o papel desperdiçado. Não é pra você. Não insista. Não escreva.

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Confissões

Lagarta saindo do ovo

Não fiquem com nojo. Ela ainda será linda!

Bom, pra início de conversa preciso deixar bem claro que não tenho grandes pretensões com esse cantinho que arrumei pra escrever minhas sanidades e insanidades e compartilhar o que achar que devo do meu dia a dia. Não tenho pretensão de ter uma grande audiência nem nada assim. Postar coisas aqui pra mim é só algo que acho que talvez me ajude a me expressar melhor.

Esses tempos descobri que está mais fácil escrever do que falar. Até porque as palavras escritas não se perdem com tanta rapidez quanto as palavras ditas, e muitas vezes aquelas machucam menos que estas, pois temos mais tempo para pensar no que escrever do que para pensar no que falar. A larvinha de borboleta quando decide sair do ovo não sabe o que vai encontrar fora, mas ela sente que precisa sair. Mesmo sentindo que pode haver um pássaro faminto esperando para devorá-la, ela se aventura para ver no que vai dar. Escrever aqui, pra mim vai ser como sair do ovo também.

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” Isaías 26:3

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