Lucubrações

Vejo borboletas

vejo borboletas

Vejo borboletas
em todos os lugares
Quando menos espero
De mãos dadas em pares

Embaixo da cama
Atrás da porta
Surgem
E são sorrateiras

Procurando casa
Encontrando fogo
Saindo de seu casulo
Voam de capacete

Estarei em casa
Para quando chegarem.

Por Carlos Correa, em  Vivendocidade.

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Confissões

Dia nublado

Céu nublado. Foto by Lola

Dia nublado.

Céu branco-acinzentado

e não azul.

Não fico bem de branco nem de cinza,

mas de azul.

Quando o dia se deprime ou se enluta,

Em branco-acinzentado

 Prefere se mostrar.

Bom comprar um vestido azulado …

ou mesmo um preto,

em respeito ao dia enlutado.

(22/07/2011)

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Confissões

Pablo Neruda trilíngue

Sonnet 17

I love you without knowing how, or when, or from where.
I love you straightforwardly, without complexities or pride;
so I love you because I know no other way.

Soneto 17

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera.

Soneto 17

Eu te amo sem saber como, nem quando, nem de onde,
te amo diretamente sem complexidades nem orgulho;
então eu te amo porque eu não sei outro jeito de amar.

Pablo Neruda

Pra quem gosta de aprender outros idiomas (como eu) veja aqui “Eu te amo” em várias línguas.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” I Coríntios 13:1

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Confissões

Casulo

Borboletas me olhando, boca seca, taça com água.

Não meio cheia, menos, mas não vazia.

Que espere o banho.

Levanto agora?

Que espere o resto.

Sinos tocando…

Móbile parado, janela fechada,

Ventilador desligado.

Lá fora está quente?

Réstia de luz, luz apagada.

Clima agradável.

Não eram os sinos daquela igreja.

Não são 6:00, não 12:00, nem 18:00.

Dentro da cabeça os sinos tocando.

Enxaqueca. Vou  levantar.

São 15:18.

(28/02/2010)

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