Cavam e não acham

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Cavam nas minas. Cavam que cavam. Procuram as pedras e os metais brutos para serem purificados e modelados. Metais e pedras que ninguém nunca soube desde quando lhe foram atribuídos os devidos valores. Pedras e metais escondidos na terra.

Será que a sabedoria se esconderia tão profundamente para não ser encontrada? Será que ela é como brisa que refresca, mas não se vê? Será que está tão na cara que a vemos desfocada e colada em nossos narizes? Se a sabedoria se escondesse nas profundezas da terra, muito arraigada nas rochas, será que lhe seria atribuído valor como o dos minérios? Escavariam perseverantes em busca dela?

“Na verdade, a prata tem suas minas, e o ouro, que se refina, o seu lugar. O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre. Os homens põem termo à escuridão e até aos últimos confins procuram as pedras ocultas nas trevas e na densa escuridade. Abrem entrada para minas longe da habitação dos homens, esquecidos dos transeuntes; e, assim, longe deles, dependurados, oscilam de um lado para outro. Da terra procede o pão, mas embaixo é revolvida como por fogo. Nas suas pedras se encontra safira, e há pó que contém ouro. Essa vereda, a ave de rapina a ignora, e jamais a viram os olhos do falcão. Nunca a pisaram feras majestosas, nem o leãozinho passou por ela. Estende o homem a mão contra o rochedo e revolve os montes desde as suas raízes. Abre canais nas pedras, e os seus olhos vêem tudo o que há de mais precioso. Tapa os veios de água, e nem uma gota sai deles, e traz à luz o que estava escondido. Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? O homem não conhece o valor dela, nem se acha ela na terra dos viventes. O abismo diz: Ela não está em mim; e o mar diz: Não está comigo. Não se dá por ela ouro fino, nem se pesa prata em câmbio dela. O seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. O ouro não se iguala a ela, nem o cristal; ela não se trocará por joia de ouro fino; Ela faz esquecer o coral e o cristal; a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas. Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro. Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar do entendimento? Está encoberta aos olhos de todo vivente e oculta às aves do céu. O abismo e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. Deus lhe entende o caminho, e Ele é quem sabe o seu lugar. (…) E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento.

Jó 28: 1-23, 28.

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Aquietai-vos!

Quanta  coisa acontecendo! Quanta angústia, perversão, distorção e relativização da verdade. Vivemos entre perseguições contundentes e sedução sutil, entre filosofias sorrateiras e violência gratuita. Não acreditam que é o princípio das dores e só se ocupam em encher o ventre e o ego, em acumular elogios e/ou bens. Andam por aí fazendo alguma diferença na vida alheia simplesmente pelo gozo do poder que isso lhes traz e não por altruísmo verdadeiro. Quantos destroem a própria vida por fama e reconhecimento e atendem apenas as próprias necessidades sem compaixão pelo outro. Isso tudo é desgastante e às vezes é preciso se poupar. Graças a Deus existe a quietude do descanso. Respira, recupera a força e continua.

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.” Salmos 46:10

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Linguicídio

Quando eu era criança havia “gay” e “sapatão”. Quando eu era adolescente passaram a usar a sigla GLS. Logo no início da minha vida adulta já tinham mudado para LGBT. Por esses dias eu vi alguém escrever LGBTQQ123@X. Espero de coração que seja sarcasmo ou brincadeira. Isso me faz parar para questionar até onde isso vai. Até onde vão avançar com as siglas? Nada contra os seres humanos, mas precisa de tanto símbolo para se identificar? Aliás, é para se identificar ou se rotular?

Já não basta matarem a desinência de gênero existente na Língua Portuguesa, colocando “x” no lugar do “o” ou do “a”, tornando alguns substantivos e adjetivos aberrantes e impronunciáveis no nosso idioma? Não basta confundirem a cabeça do povo misturando usos políticos com usos linguísticos, utilizando “presidenta” em vez de “presidente”, com fim de elevar ideologias acima da própria linguística?

Meu uso da língua portuguesa pode ser imperfeito, como o de todo mundo, pois não há quem use a norma padrão perfeitamente o tempo inteiro. Mesmo licenciada em letras eu cometo faltas contra a Língua Portuguesa. Porém, eu me recuso a sequestrá-la, estuprá-la, esquartejá-la viva e jogá-la em cova rasa para os urubus cavocarem e comerem. É essa atrocidade que estão fazendo com a última flor do Lácio.

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(Repost) 5 permissões que você deve dar a si mesmo quando é maltratado por alguém

Vira e mexe aparece na nossa tela algum texto que cai bem para o momento que passamos. Achei o texto abaixo no site Melhor com Saúde. A maior parte veio a calhar. Vale muito a pena ler.

 

 

“Quando alguém nos trata mal temos três opções: reagir com inteligência, deixar-nos ser afetados, ou reagir com agressividade. Além disso, há algumas permissões que devemos dar a nós mesmos. Não é fácil lidar com estas situações de alta intensidade emocional nas quais se ativam áreas muito concretas de nosso cérebro. Quando nos tratam de forma pouco respeitosa, ou até ameaçadora, no momento tomam o controle de áreas como o córtex pré-frontal, a amígdala, o córtex cingulado anterior e a ínsula.

Estas regiões se relacionam com o instinto de sobrevivência e são as que, com frequência, nos fazem reagir com agressividade ou com um comportamento de escape. Vale a pena gerir estas situações usando a inteligência emocional. Deste modo, quem nos controla não será o medo e nem a raiva. Propomos dar a si mesmo 5 permissões valiosas com as quais reagir da forma mais adequada quando alguém nos trata mal. Estamos certos de que elas poderão ser de grande ajuda.

1. Me dou permissão para lembrar quem sou e o que valho

Quando alguém nos trata mal, o faz cruzando os limites do que é permitido. Vulnera nossa autoestima através do desprezo, das palavras agressivas, da humilhação e até do engano. Quando atravessamos estas situações nos sentimos agredidos, porque atacam aquilo que foi tão difícil construir: nossa autoestima e nossa integridade pessoal. Se alguém diz que “você não serve para nada”, a última coisa que devemos fazer é ficar irritados e tomados pela cólera. O primeiro passo é não tomar como uma realidade as opiniões alheias. É preciso lembrar com calma que valemos para muitas coisas: tudo que nos propusermos a fazer.O que alguém diz sobre nós não nos define. Assim, vale a pena racionalizar um pouco estas agressões mantendo o equilíbrio.

2. Me dou permissão para impor limites à sua agressão

Visualize a seguinte imagem: ao seu redor flutua um círculo dourado como se fosse uma boia. É o que permite que você não se afogue em todos os seus entornos: na família, no trabalho, etc. É seu apoio, a força cotidiana com a qual você abre caminho. No entanto, um belo dia aparece alguém que se aproxima demais. Pelas suas costas, a pessoa traz uma agulha afiada que, quase como traição, direciona para a sua boia, a fura e tira o ar. Depois disso, você nota como começa a afundar. Não deixe que isso aconteça: você tem todo o direito de impedir que isso ocorra, de se defender, impor limites entre o que você permite e o que não permite. É um princípio de saúde mental: se algo ou alguém o incomoda, reaja. Dê a si mesmo as permissões necessárias e não deixe que se aproximem tanto a ponto de machucá-lo.

3. Me dou permissão para falar com assertividade

Quando alguém nos trata mal, as emoções tomam o controle para nos fazer reagir com temor ou com raiva.Estas duas vertentes controlam por completo nossa área racional para nos impedir de falar com valentia e acerto.Em primeiro lugar, é preciso manter a calma. Somente assim poderemos falar com assertividade. Imagine um palácio, uma sala branca com janelas abertas por onde entra uma luz serena. Entre e respire. Nada do que digam ou façam os demais deve fazer com que você esqueça o que vale e quem é.Uma vez que você perceba que está calmo, fale. Agir com assertividade significa ser capaz de falar com respeito, mas com firmeza, deixando claro o que permitimos e o que não.Fala sem medo, defenda-se.

4. Eu me dou permissão para deixar de lado quem me trata mal

Quem o trata mal não merece o seu tempo e nem as suas preocupações. Há pessoas especialistas em criar problemas, em espalhar seu mau humor e seu desprezo a quem menos os merecem. Somos conscientes de que, em algumas ocasiões, quem nos trata mal são as pessoas mais próximas de nós: companheiros de trabalho, família, e até nosso parceiro(a). Outra regra essencial de saúde mental é lembrar que quem o trata mal não o respeita, não tem empatia e nem sintoniza com suas emoções. Viver cada dia neste tipo de dinâmica tão tensa quanto destrutiva não é adequado. É necessário refletir sobre isso e tomar uma decisão: dizer com clareza que não podemos permitir estes comportamentos e avisar que, se isso continuar, você irá se distanciar. Sua saúde emocional deve vir em primeiro lugar.

5. Eu me dou permissão para curar a ferida e ser ainda mais forte

Quem mais nos faz mal nestas situações são as pessoas que temos mais perto de nosso coração. Um parceiro, um irmão, uma mãe, um pai…Quando alguém que é significativo para nós cruza o limite do permitido e respeitável, são muitas as coisas que “se rompem” em nosso interior. Às vezes não basta impor distância. A marca da decepção está lá e precisamos curá-la. Dê tempo a si mesmo. Você precisa de momentos para você nos quais pode fazer aquilo que mais o alivia: passear, escrever, pintar, viajar, ficar com os amigos. É possível encontrar consolo e refúgio em muitas coisas, mas o melhor modo de curar feridas é nos rodearmos de pessoas que nos amam de verdade e que, por sua vez, merecem ser amadas.Assim como há pessoas capazes de trazer tristezas e dias cinza, há aquelas que nos reiniciam. Dê a si mesmo estas permissões e procure-as.”

Original aqui.

 

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Foco na terra da herança!

“Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos;
pois como o capim logo secarão, como a relva verde logo murcharão.

Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.
Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.

Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá:

Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente.

Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal.

Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.

Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam no Senhor receberão a terra por herança.

Um pouco de tempo, e os ímpios não mais existirão; por mais que os procure, não serão encontrados.

Mas os humildes receberão a terra por herança e desfrutarão pleno bem-estar.”

Salmos 37:1-11.

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Atira!

Não tenho peito de aço. Tudo que é bala que me alveja fere meu coração. De tão bem que eu tenho me sentido eu acabo nem lembrando que a pele que envolve e protege as emoções não cresceu naturalmente, tive que fazer tratamento para desenvolvê-la. Mas Deus me tem feito resistente e eu tenho à disposição uma armadura para proteger meu corpo inteiro, não só meu peito. É melhor do que qualquer colete à prova de balas e ainda vem com as armas e os outros equipamentos necessários para lutar. Já está mais do que na hora de voltar a usar essa armadura de forma digna.

E na falta de arte melhor que exemplifique certos sentimentos, vamos de música produzida por talento vindo da graça comum. Achei por aí.

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Tormenta das necessidades

Esses tempos uma tempestade das grandes veio tentar varrer minha frágil estabilidade. Isto me fez colocar em prática ensinamentos já adquiridos, mas nunca usados por falta de ocasião propícia. Como o sol brilhava eu deixei de vigiar; e como não temos controle de quase nada na vida, o tempo virou. Eu até gosto de chuva, mas dessa vez pareceu o Dilúvio, tamanho foi o volume e a violência com que veio.

Eis então o momento de necessidade que eu precisava para abrir o baú das coisas que eu sei mas nunca usei. Tirei dele o meu kit tormenta, com equipamentos bem nomeados: o guarda-chuva “Falou? Sustente!”, a capa de chuva “Ame a si mesma” e as galochas “Já chega!”. Tudo isso, junto com o livro de Jó em doses homeopáticas, foi para atender às necessidades que foram surgindo em razão do péssimo tempo.

Senti necessidade de me importar só com o que Deus pensa sobre mim e não com o que os outros pensam; senti a necessidade de parar de tentar agradar todo mundo e a necessidade de cuidar de mim antes de cuidar dos outros. Senti necessidade de me respeitar e de expressar minhas opiniões quando a situação mostra que eu estou certa. Uma necessidade que precisei suprir com urgência foi a de manter distância emocional de tudo e todos que pudessem fazer mal.

A necessidade de retirada de minha presença, em favor de minha saúde mental, eu atendi logo também. Se vão sentir minha falta ou não, já não me importa. Tem sido essencial atender à necessidade de validação de toda a ajuda que eu já prestei às pessoas. Ainda que desconsiderem eu sou satisfeita por sempre tentar ajudar. Surgiu a necessidade de valorizar mais as minhas pessoas, pois sempre há pessoas cuja grama do quintal não é tão verde quanto se pensa. Senti e sinto também necessidade de desconfiar mais daquilo que muito reluz, que muito me é oferecido, que muito me acolhe e solicita, pois nem sempre é afeto, às vezes é conveniência.

Lembrei agora que permanece a necessidade de reconhecer meus próprios erros, de assumir minhas emoções com suas reações resultantes, de saber a hora de desabafar e de parar de desabafar. Descarrega-se com os de confiança apenas o que bastar para deixar a carga mais leve. Quando a carga é dividida e o peso aliviado já é hora de levar o resto sozinha, até que precise descarregar novamente.

Muitas outras necessidades surgiram e eu as tenho atendido, mas existe uma antiga e teimosa que eu ainda persisto em tentar suprir: a minha insistente necessidade de querer ensinar seres sem asas a voar. Esta necessidade não mais receberá minha atenção, pois há seres que não voam, alguns só zurram e dão coices, não importa o que se faça. Eu precisei levar vários coices na vida para compreender que é inútil querer que eles voem.

Enfim, veio o temporal e agora, pelo menos para mim, é só mais uma chuva grossa que começa a afinar devagarinho. O kit tormenta deixou em mim o que deveria deixar. Aproveito para tirar a capa, as galochas e fechar o guarda-chuva, pois já está passando e os equipamentos de proteção podem dar lugar aos meus pés descalços pulando nas poças, à minha roupa molhada enquanto eu brinco e ao meu cabelo escorrendo na cara.

É melhor brincar na chuva em vez de ficar reclamando que ela está demorando a passar. Me protejo quando está muito forte, mas esse volume de chuva agora não é mais para meter medo, é para que eu me tranquilize e comece a lembrar que Deus manda temporal para podermos confiar em Sua providência, para nos alegrarmos muito mais pelo sol que vai aparecer quando as nuvens abrirem e para que o azul do céu seja apreciado com mais gratidão ainda.

“Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender. Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva.” Jó 37:5,6

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